Marcas populares de Cerveja e Vinho contaminadas com o agrotóxico da Monsanto

Marcas populares de Cerveja e Vinho contaminadas com o agrotóxico da Monsanto. Os testes de cerveja na Alemanha também revelaram resíduos de glifosato nas cervejas artesanais.

Marcas populares de Cerveja e Vinho contaminadas com o agrotóxico da Monsanto

Os últimos anos foram perturbadoras para a indústria do álcool.

 

Em 2015, a CBS divulgou o anúncio de um processo contra 31 marcas de vinhos por altos níveis de arsênio inorgânico.

” O arsênio inorgânico ocasiona danos em vários sistemas celulares. Basta uma dose de 140 miligramas de arsênio inorgânico  para causar a morte de um ser humano adulto por dano à respiração celular, em poucas horas ou dias.

(…) O acúmulo de arsênio no organismo causa doenças a médio e longo prazo. (…) “

 

O arsênio é um contaminante tóxico e cancerígeno.

Em 2014, os Estados Unidos enfrentaram um problema sério em relação a esse contaminante.

Depois de muitas justificativas e tentativas para esconder o problema, o FDA anunciou que as carnes de frango dos EUA estavam contaminadas com arsênio, em doses extremamente elevadas.

E o pior de tudo, é que esse contaminante em excesso não se originou por falha nos processos de produção no campo, e sim, por adição intencional na ração desses animais.

Estimou-se que mais de 70 % dos frangos do país eram alimentados com arsênico.

E por que?

Porque essa substância promove um rápido ganho de peso em um curto espaço de tempo, além de proporcionar uma cor saudável a carne de frango, perus e suínos.

 

Marcas populares de Cerveja e Vinho contaminadas com o agrotóxico da Monsanto

 

Em 2016, os testes de cerveja realizados na Alemanha revelaram resíduos de glifosato em todas as amostras testadas, mesmo nas cervejas artesanais.

 

Moms Across America divulgou em 2016, resultados dos testes de 12 vinhos da Califórnia que continham resíduos de glifosato.

 

Fizemos novos testes e divulgamos novas descobertas do glifosato em todas as marcas mais populares de vinhos do mundo, a maioria dos quais são dos EUA.

 

O que todos esses testes têm em comum?

O Roundup (Glifosato) da Monsanto.

 

Desintoxicando seu corpo da exposição ao Glifosato

O biólogo molecular francês Gilles-Éric Séralini divulgou resultados chocantes em janeiro de 2018, onde de todos os produtos Roundup testados, mais de uma dúzia tinham altos níveis de arsênio – mais de cinco vezes o limite permitido, juntamente com níveis perigosos de metais pesados.

Dr.Gilles-Eric-Seralini

O Roundup é comumente pulverizado em vinhedos para manter as fileiras bem arrumadas e livres das chamadas ervas daninhas e nas culturas de grãos (usadas na cerveja) como um agente de secagem pouco antes da colheita.

 

Marcas populares de Cerveja e Vinho contaminadas com o agrotóxico da Monsanto

O herbicida  glifosato  provou ser neurotóxico, cancerígeno, desregulador endócrino e causador de doenças hepáticas.

 

As marcas de vinhos testadas incluíam Gallo, Beringer, Mondavi, Barefoot e Sutter Home. As marcas de cerveja testadas incluíram a Budweiser, a Busch, a Coors, a Michelob, a Miller Lite, a Sam Adams, a Samuel Smith, à Peak Organic e à Sierra Nevada.

 

Alguns dos resultados dos testes foram inicialmente intrigantes. Seria de se esperar que os vinhos e cervejas orgânicos e as marcas artesanais de cerveja, que são cuidadosamente elaboradas, estivessem livres do glifosato, já que os herbicidas não são permitidos ou usados na agricultura orgânica.

 

” Cerveja e Vinho Orgânicos

contaminados por Glifosato “

Marcas populares de Cerveja e Vinho contaminadas com o agrotóxico da Monsanto

 

Testes anteriores mostraram que alguns vinhos orgânicos estavam contaminados por glifosato. Já os vinhos convencionais tiveram resíduos de glifosato 61 vezes maiores. Estudos mostraram que basta uma pequena dose (apenas 1 parte por trilhão) para estimular o aparecimento de câncer de mama, por exemplo, então qualquer quantidade passa a ser preocupante.

 

 

Em relação à cerveja, mais testes precisariam ser feitos (esperamos pelas próprias marcas). Ao que tudo indica os testes em lote (quantidades iguais de múltiplas marcas testadas em um lote) de marcas artesanais de cerveja tiveram níveis mais altos em relação as cervejas convencionais.

 

Consultas sobre o processo de fabricação da grande empresa de cerveja revelaram uma possível explicação.

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” Produtores de cerveja convencionais tendem a usar ingredientes mais baratos, que incluem arroz, em vez de cevada, aveia, centeio e trigo, que são mais caros e tendem a ser usados por empresas de cerveja independentes e orgânicas que preferem um sabor mais rico. Espera-se que o arroz branco descascado seja mais barato e tenha níveis muito mais baixos de resíduos de glifosato do que a cevada inteira, a aveia e o malte. Se eles não são orgânicos, são culturas que são comumente pulverizadas com glifosato como um agente de secagem pouco antes da colheita “.

 

 

Mas uma coisa é clara: as indústrias de cerveja e vinho devem – e em muitos casos já estão – se afastando do Roundup da Monsanto para evitar a contaminação por esse perigoso herbicida químico.

 

Pam Strayer da Viewpoint-Wines & Vines (Califórnia) apontou que,

“Em 2016, o vinho orgânico cresceu 11% em volume; os vinhos orgânicos importados cresceram 14%, o dobro dos produtores orgânicos americanos que foram na casa dos 7%”.

 

“Eu não uso o Roundup desde 1977”, disse Phil Coturri, o gerente de vinícolas de Sonoma, que foi reconhecido pela Golden Gate Salmon Association no início deste ano por sua viticultura ambientalmente saudável. “Você não pode usar constantemente um produto e pensar que não vai ter efeito. O glifosato é algo que é feito para matar”.

 

Mais de 1.000 demandantes, a maioria agricultores, entraram com ações judiciais contra a Monsanto, uma das principais fabricantes de glifosato, para a exposição ao Roundup, levando ao Linfoma não-Hodgkin.

 

Mesmo grandes marcas de cerveja estão vendo o benefício do orgânico. A Anheuser-Busch anunciou na semana passada que sua marca Michelob lançou uma nova cerveja feita com trigo orgânico chamado Ultra Pure Gold.

 

A Associação de Cervejeiros, que certifica pequenas cervejas artesanais e independentes, deu esta declaração a respeito dos novos resultados do teste de glifosato da MAA:

 

“Os fabricantes de cerveja não querem que o glifosato seja usado na cevada ou em qualquer material cru, e os produtores de cevada também são fortemente contra o glifosato.

É claro que as indústrias de malte e cerveja estão alinhadas em sua oposição ao uso do glifosato na cevada”. “

 

Então, como o glifosato contamina

vinhos orgânicos e cervejas?

 

Deriva da água de irrigação poluída, do solo e através de novos fenômenos como: chuvas de pesticidas. O glifosato e outras partículas químicas tóxicas permanecem na água evaporada ou nas nuvens de poeira que se formam na chuva e podem contaminar vinhedos e plantações de grãos a milhares de quilômetros de distância.

 

 

Nos Estados Unidos, espera-se que um em cada dois homens e uma em cada três mulheres sofram de câncer via contaminação por glifosato “.

 

 

Fonte Original: www.ecowatch.com

Resultados completos,

nomes de marcas

e links de relatórios de laboratório

podem ser encontrados

aqui.

 

E no Brasil ?

 

Segundo o Rede Brasil Atual  ,

Maioria das cervejas mais consumidas no país é feita com milho transgênico

Indústria se aproveita da legislação falha, que não exige rotulagem especial, nem especificação dos “cereais não maltados”, omitindo do consumidor o símbolo relacionado a medo, doenças e incertezas !!
A lei determina que alimentos ou bebidas com mais de 1% de ingredientes transgênicos devem ser rotulados; o T indicativo da presenças de plantas geneticamente modificadas não aparece em nenhuma cerveja !!
Bebida alcoólica mais consumida pelos brasileiros, a cerveja pode conter em sua formulação muito mais do que água, cevada e lúpulo. As letras miúdas no rótulo das garrafas ou impressas na própria lata, em cores metálicas, que dificultam a leitura, dão algumas pistas: “cereais não maltados” ou “malteados”. O consumidor comum fica sem saber que ingredientes exatamente são afinal. Especialistas em nutrição, entretanto, não têm dúvidas. Em geral é o milho, o mais barato dos grãos, o escolhido pelos fabricantes para compor, com os demais ingredientes, uma bebida que pode ser vendida mais em conta para que não tenham de abrir mão da elevada margem de lucro.

“Como a legislação não exige a especificação de cada ingrediente que constitui a cerveja, as empresas utilizam o termo genérico ‘cereais não maltados’. Ao não colocar a denominação específica, deixam dúvidas quanto à composição. Portanto, é possível partir do princípio de que o milho está sendo utilizado sem que haja indicação da sua presença”, diz a nutricionista Rayza Dal Molin Cortese, pós-graduanda em Nutrição pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Um estudo do Laboratório de Ecologia Isotópica do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena), da Universidade de São Paulo, divulgado em 2013, respalda a suposição de Rayza. Ao analisar 77 marcas, das quais 49 produzidas no Brasil e 28 importadas de países da Europa, América do Sul e do Norte e da China, os pesquisadores do Cena/USP concluíram que apenas 21 delas podem exibir o selo “puro malte” por utilizar somente grãos de cevada.

Puro malte?

Entre as nacionais, foi detectado milho na composição de 16 marcas, em quantidades equivalentes a 50% do mix de cereais adicionados à cevada. Essa proporção, aliás, contraria a legislação brasileira, que limita a quantidade de milho, arroz, trigo, centeio, aveia e sorgo a 45% do total da cevada utilizada. E justificaria a troca de nome dessas bebidas prevista em lei: cerveja de milho, cerveja de arroz etc., acrescentando-se o nome do cereal com maior presença na formulação.

Mas seria essa opção adotada por um mercado gigante como o cervejeiro brasileiro, que movimenta todo ano algo em torno de R$ 74 bilhões, cerca de 1,6% do PIB, conforme pesquisa divulgada em março de 2016 pela Fundação Getúlio Vargas?

Dar nome aos cereais – especialmente se for milho – pode não ser considerado “bom negócio” para o milionário grupo de produtores da bebida alcoólica mais vendida no Brasil – cerca de 14 bilhões de litros por ano. Mas faz toda a diferença para os brasileiros que consomem, per capita, todo ano, o correspondente a 62 litros de cerveja.

Primeiro porque mais de 80% do milho cultivado no Brasil, segundo especialistas ouvidos pela reportagem, está em lavouras transgênicas, semeadas com grãos modificados geneticamente. Com o argumento de aumentar a produtividade, a indústria das sementes alterou o DNA de plantas como o milho para supostamente aumentar a produtividade.

Na realidade, essa biotecnologia as transformou para duas coisas: resistir a quantidades cada vez maiores de agrotóxicos utilizados para matar plantas e indesejáveis à monocultura, que poderiam vir a comprometer essa propalada produtividade; ou para que produzam toxinas contra ataque de insetos que afetam a saúde humana.

 

Brasil tem 5 mil vezes mais agrotóxico na água

 

 

 

 

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