Hospital de Medicina Integrativa e Complementar

Hospital de Medicina Integrativa e Complementar, realiza atendimento fitoterápico e homeopático pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Hoje como Centro Estadual de Referência em Medicina Integrativa e Complementar (CREMIC) é o único centro multidisciplinar no País que realiza atendimento fitoterápico e homeopático pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Iniciando suas atividades em 1986, com o nome de Hospital de Medicina Alternativa (HMA), com o intuito de promover a saúde integral da comunidade goiana, através das diversas formas de terapia integrativas, e foi denominado Centro Estadual de Referência em Medicina Integrativa e Complementar, em 2015.

Atendimento 

Em média, o Ambulatório do HMA atende 200 pacientes por dia.

São oferecidas consultas e serviços de Acupuntura, Fitoterapia, Homeopatia, Enfermagem, Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia e Serviço Social.

Hospital de Medicina Alternativa de Goiânia: a essência da Política Nacional de Práticas Integrativas no SUS

História 

Danilo Maciel Carneiro

A trajetória do HMA iniciou-se em agosto de 1986, por meio de um convênio entre a Secretaria de Saúde do Estado de Goiás, o Ministério da Saúde e o Instituto Brasileiro de Ciência e Tecnologia Maharishi (IBCTM), entidade jurídica criada por Maharishi Mahesh Yogi para trazer o Ayurveda para o Brasil.

A primeira ação realizada em Goiânia foi o I Curso de Fitoterapia Ayurvédica, inédito no Brasil até então.

O corpo docente contou com a participação de médicos indianos formados em Ayurveda (vaydias) e profissionais brasileiros da rede pública de saúde.

Este curso ensejou a capacitação teórico-prática de médicos, farmacêuticos, enfermeiros e agrônomos do quadro da Secretaria de Estado da Saúde,

os quais iniciaram a implantação da Fitoterapia Ayurvédica na Rede Pública Estadual.

Em fevereiro de 1987 foram implantados um serviço de atendimento ambulatorial e um pequeno laboratório farmacêutico em uma unidade de saúde pública, na cidade de Goiânia, ambos funcionando como estágio prático para médicos e farmacêuticos.

Em abril de 1988, este ambulatório foi transferido para um antigo sanatório desativado, chamado Hospital JK, que estava com uma de suas alas em processo adaptação para receber o novo projeto.

Em setembro de 1988, por força de Decreto Governamental, o ambulatório de terapia ayurvédica escalou um importante degrau:

foi promovido a Hospital especializado em práticas não alopáticas, ligado diretamente à Secretaria de Saúde do Estado de Goiás.

Alguns meses depois, a unidade recebeu o nome de Hospital de Medicina Alternativa, porque passou a congregar as diversas práticas então chamadas de não alopáticas que se encontravam salpicadas em alguns serviços de saúde isolados.

Nos primeiros meses, o atendimento médico restringiu-se a prescrição de fitoterapia, mas evoluiu posteriormente para Homeopatia, com a implantação da Farmácia Homeopática.

Nos anos que se seguiram o atendimento foi ampliado para os serviços de enfermagem, nutrição, fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia e os serviços de ensino e pesquisa.

Após muita dedicação e perseverança de toda a equipe, o HMA foi reconhecido em nível nacional e internacional.

Os atendimentos são gratuitos, agendados com antecedência para um dos médicos da unidade.

Atualmente o HMA conta com uma equipe de médicos, farmacêuticos, enfermeiras, agrônomas, psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais, uma nutricionista, uma fonoaudióloga e uma grande equipe de nível médio.

Na área do HMA está incluído um horto de plantas medicinais, no qual são cultivadas algumas das plantas utilizadas no serviço.

Existe também uma farmácia de manipulação homeopática e uma farmácia de manipulação de fitoterápicos.

Os medicamentos são manipulados para dispensação aos pacientes atendidos.

Em média são atendidos 200 pacientes por dia, em todas áreas acima mencionadas; na área médica, os atendimentos se restringem a Homeopatia, e Acupuntura e Fitoterapia Ayurvédica, além das palestras e grupos de pacientes em andamento.

O projeto pode ser considerado uma referência na oferta de Práticas Integrativas e Complementares na capital, no estado e até no país. Como podemos ver pela própria história do HMA, ele representa a essência dessa Política.

Nos idos de 1988, o HMA nasceu convergindo as práticas não alopáticas, que hoje são chamadas de práticas integrativas e complementares.

Ele foi um pioneiro que resistiu ao tempo, que teve o seu caminho próprio, resistindo a grandes dificuldades, ao longo de um período em que não existia no Ministério da Saúde qualquer apoio a essas práticas.

O HMA tem perfil para desempenhar papel de referência para a implantação e estruturação das Práticas Integrativas e Complementares no SUS, tanto em Goiânia, quanto no Estado de Goiás, quanto nacionalmente.

Muitos profissionais, tanto médicos quanto gestores, se queixam da falta de apoio para a implantação de políticas regionais de práticas integrativas e complementares.

Hoje existe uma política de saúde que abraça a nossa causa e que luta por abrir espaços para a nossa linha de abordagem.

Mas falta pessoal, falta estrutura, falta destinação de recursos financeiros, falta visibilidade e autonomia para a PNPIC. E, evidentemente, as unidades de saúde que desenvolvem as PICs no Brasil, assim como o HMA, ressentem dessa carência.

ENTREVISTA publicada originalmente no

PORTAL ECOMEDICINA

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